Cuidados com Processadores de Tecidos à Vácuo

Processadores de tecido basicamente têm a função de desidratar as amostras de tecidos humanos, animais ou vegetais para análise microscópica do patologista. Um processador de tecido à vácuo consiste em quatro partes principais, como exemplificado na figura abaixo.

Processador de Tecidos à Vácuo convencional

Descrição das partes:

  1. Painel de controle – através dele são controladas todas as operações do equipamento.
  2. Retorta – é onde fica todos os tecidos a serem processados, geralmente os cassetes são dispostos em cestos.
  3. Reservatório de parafina – mantém a parafina derretida na temperatura apropriada para uso durante a fase de impregnação.
  4. Gabinete/Cabine de reagentes – é o lugar onde fica dispostos os contêineres de reagente.

O operador coloca os cestos com os cassetes (nos quais os tecidos estão posicionados) na retorta. O processador de tecidos por meio de um sistema lógico e de acordo com a programação do usuário, move automaticamente, de maneira sequencialmente os reagentes de processamento e a parafina derretida para dentro e fora da retorta, utilizando o uso de diferenciais de pressão (vácuo e pressão).

Problemas mais comuns encontrados nos processadores de tecidos:

  1. Vazamento de fluídos, o que requer limpeza, diagnóstico e reparo da fonte do vazamento.
  2. Perca ou falta de pressão dentro da retorta, o que acarretará na não drenagem ou drenagem insuficiente da retorta.
  3. Perca ou falta da vácuo dentro da retorta, essa situação acarreta na eficácia no tempo de enchimento da retorta, influenciando no tempo de processamento
  4. A retorta na encher de fluído. Isso impedirá que o processador de tecidos opere
  5. Problemas na rede em que o equipamentos está ligado. Isso dificulta o bom funcionamento do processador de tecidos, uma vez que há uma série de elementos demandando estabilidade e carga da rede (resistências, IHM, bomba de vácuo, solenoides, controlador, perdas de carga, drivers, motores de passo, etc.) impedindo o funcionamento pleno do instrumento.
  6. Problemas no encoder, fazendo o processador de tecidos perder o referencial de posição. Isso fará com que o processador de tecido não siga o processo e na pior das hipóteses poderá colocar o reagente errado na retorta, podendo danificar as amostras de tecido.
  7. Tubulações entupidas, podendo dificultar o enchimento ou esvaziamento da retorna. Em alguns casos pode acontecer de entupir totalmente, sendo necessário a abertura do equipamento por um profissional capacitado.(temos uma dica ótima tentar para resolver esse problema, entre em contato conosco)
  8. Ruído excessivo. O equipamento por si só faz ruídos provenientes da bomba de vácuo, porém se os ruídos saírem do padrão, o problema pode ser a bomba de vácuo ou as válvulas solenoides, nesse caso é necessário chamar um profissional capacitado para checar a situação.

Dicas de manutenção operacional do Processador de Tecidos

  • Faça a limpeza da retorta diariamente
  • Certifique-se que de que os níveis de reagentes nos contêineres estão em seu nível aceitável e se estão inseridas corretamente, principalmente antes de começar uma rotina
  • Chame a equipe da Gycon Tecnologia para assistência

Publicado por marcosmarinhogt

Marcos I. Marinho de Sousa, fundador e CEO da Gycon Tecnologia, Tecnólogo, Engenheiro de Computação e Pós-graduado na área de Automação e Controle, atua diretamente no desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias.

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